A Ponte do Boa Esperança foi reaberta ao trânsito em 16 de outubro, restabelecendo a ligação do bairro com a Estrada do Moinho, em Cuiabá. Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a liberação ocorreu antes da conclusão da obra.
A reconstrução começou depois que parte da estrutura sobre o Córrego Fundo cedeu. A Prefeitura informou que a água escavou o terreno sob a fundação superficial do trecho danificado.
A travessia fica na região do Coxipó e atende os deslocamentos entre o Boa Esperança e a Estrada do Moinho. Com a reabertura, veículos leves e pesados, incluindo caminhões e carretas, podem passar pelo local.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA) ainda precisa concluir etapas de acabamento e pavimentação. A notícia aborda as condições para esses serviços e a solução técnica adotada na parte reconstruída da ponte.
Reabertura da ponte e etapas restantes da obra
Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA), o aterro e a base dos acessos já estavam concluídos quando a travessia foi liberada. A etapa de imprimação, que prepara a base para receber o asfalto, depende de um período sem chuvas.
Depois da imprimação, ainda será aplicada a capa asfáltica. A Prefeitura também prevê instalar guarda-corpos e executar meio-fios, sarjetas e calçadas nas laterais da ponte.
Os serviços nas laterais serão feitos fora da pista, conforme a SMINFRA, com cones e sinalização para delimitar as áreas de trabalho e proteger as equipes. A previsão inicial era terminar a obra até o fim de outubro, mas a execução das etapas pendentes depende das condições do tempo.
Danos na estrutura e solução adotada na reconstrução
Na avaliação técnica apresentada pelo engenheiro fiscal da SMINFRA, Marcos Farias, a parte da ponte que não foi atingida permaneceu no local. Já o trecho danificado precisou ser removido e reconstruído.
Na área reconstruída, foram cravadas estacas metálicas a 12 metros de profundidade. Elas foram conectadas a uma base de concreto que sustenta os elementos de apoio das vigas e da laje.
A solução substituiu a fundação superficial do trecho comprometido, de acordo com a avaliação técnica da Prefeitura. O método foi adotado para reduzir o risco de novos problemas semelhantes na estrutura sobre o Córrego Fundo.


